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Coisas Minhas
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A Bola de Diamante3 semanas atrás
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
O olhar de Verissimo sobre o BBB(12)
domingo, 8 de janeiro de 2012
Título da Postagem: Back to Black
Por que os crentes não escutam os argumentos que criticam sua crença?
- "Nãnãninãnãná, não estou escutando nada... nãnãninãnãná..."
A experiência foi realizada na década de 60 pelos cientistas cognitivos Timothy Brock e Joe Balloun. A
Os resultados foram totalmente previsíveis e bastante deprimentes: os não crentes sempre tentavam eliminar as interferências, enquanto os religiosos preferiam que a mensagem permanecesse difícil de ouvir. Em posteriores experiências de Brock e Balloun em que fumantes escutavam um discurso sobre a relação entre o fumo e o câncer, revelou-se um efeito parecido. Todos calamos a dissonância cognitiva mediante a ignorância auto-imposta.
Naturalmente, isto ocorre em todo tipo de pessoas: também entre cientistas ateus em frente a argumentos de crentes. Ainda que, neste caso, o fato não é tão flagrante porque os cientistas costumam alegar provas (ou se limitam a negar que não creem, e o ônus da prova está em quem afirma, não em quem nega). E raramente veremos que um cientista se sinta ofendido em suas crenças
Por isso, muitos crentes se negam a escutar os argumentos esgrimidos por ateus, ou pela própria ciência, se estes entram em conflito com suas crenças. E se escutam-nos, é como se só ouvissem o som das palavras, mas a mensagem não lhes frutifica à mente.
Algo parecido acontece em um artigo de ciência onde se critique ou questione a fé: em seguida teremos uma profusão de leitores que tratarão de defender com unhas e dentes suas crenças (no melhor dos casos) ou censurar o conteúdo de qualquer forma, por exemplo, alegando que o conteúdo lhes ofende profundamente (no pior). Nesse sentido, resulta curioso essa coisa de ter que respeitar as crenças alheias: se todas se respeitassem, também deveriam se respeitar o "não respeitar" determinadas crenças. Ou inclusive deveríamos respeitar ideias como o nazismo, a escravidão ou a pederastia. As ideias nunca merecem respeito, senão as pessoas; e as pessoas não deveriam ser suas ideias, senão dificilmente progrediriam e aprenderiam com seus próprios erros.
Dito dessa forma, talvez devêssemos respeitar um único mandamento, o undécimo: aprenderás, duvidarás de tudo, sobretudo de quem se diz dono da verdade, e também duvidarás de ti mesmo e do resto dos 10 Mandamentos. E se alguém disser que aquilo que crês é falso ou é perigoso, desejarás com toda tua força e alma que expliquem a razão, para não desperdiçar nem um minuto mais naquilo.
Leia mais: http://www.ndig.com.br/item/2011/09/por-que-os-crentes-no-escutam-os-argumentos-que-criticam-sua-crena#ixzz1iu7FYrDY
sábado, 22 de outubro de 2011
Da Mentira e outras Farsas
Como alguém que diz que está chegando, quando na verdade sequer saiu de sua residência, algumas pessoas exageram tanto que chegam a dizer 'tô chegando' quando nem ao menos entraram no banho para se arrumar!!!
Porque elas fazem isso??? Acaso não seria mais honesto dizerem uma "meia-verdade"?? Algo como "Lamento, tive um imprevisto e vou me atrasar!" Isto é preferível a "estou chegando", pois este tipo de frase, usada levianamente, induz o outro a criar uma expectativa que rapidamente se transforma em frustração, na proporção exata em que o outro tem noção de distância e tempo que esta pessoa deveria estar para usar este tipo de expressão.
Eu me cito como exemplo, se alguém me diz "estou chegando", suponho que esta pessoa encontra-se a pelo menos 500 metros de onde estou a esperar, e suponho que ela chegará em, no máximo 40 minutos (isto já incluindo algum imprevisto mais corriqueiro - como os sinais e paradas para embarque/desembarque em se tratando de ônibus); quando ela leva mais tempo que isso, eu questiono - por curiosidade e preocupação - a causa da demora excessiva; mas quando a história não me parece plausível, fico com a pulga atrás da orelha, e começo a sondar e fazer perguntas capciosas, uma vez descoberta a mentira, me aborreço profundamente, pois me sinto ludibriado e aviltado em minha condição de humano!!
Será um ato de covardia? De comodismo egoístico?? De soberbia disfuncional???
Não é possível ver que a cada mentira contada, uma verdade é necessariamente morta?
Porque alguém contaria uma "pequena" mentira como esta?
Será que tal pessoa não percebe que ao fazer isto ela está minando a confiança do outro em si?
Não nota que, assim, ela acaba ofendendo mais o outro? Primeiro porque o ludibriou levando-o a acreditar em algo que não era verdadeiro - portanto agiu com desonestidade - segundo porque isso causa uma sensação de diminuição no outro, oriundo do senso de desconfiança que é implantado; uma vez que o outro começa a pensar que a pessoa mentiu por considerá-lo incapaz de compreender a verdadeira causa do atraso.
E nem estou considerando o fato que a mentira - por si - já é algo que magoa e fere. E, dependendo da intensidade ou da regularidade, vai destruindo a credibilidade daquela pessoa; até chegar num ponto que que toda e qualquer alegação sua será vista como uma possível mentira pelo outro!!
Veja só quanto estrago surge de uma "pequena" mentira!!
Um estrago que é imensamente amplificado na proporção exata do tamanho da mentira (ou inverdade para os mais 'delicados').
Eu sei que uma mentalidade mais "emocional, subjetiva e comum" justificaria tais 'inverdades' através de algum raciocínio tortuoso como 'é pra que o outro não se aborreça e não brigue comigo'.
PELAMOR!!!!!!!!!!!!!! Isto faz algum sentido?!?!?!?!
É possível que este alguém não perceba que o estrago da verdade é imensamente inferior ao causado pela "inverdade"????
É verdade, "A Verdade Dói!", mas dói muito menos que a mentira desmascarada, pois a mentira trás junto consigo, a mágoa, a tristeza e a desconfiança.
Sentimentos que se acumulam e avolumam a medida que as inverdades vão reincidindo!
E quando dizemos a verdade?? Há!! mesmo que ela nos fira, ela vem de mãos dadas e entrelaçadas com a consciência de "ele(a) confia em mim, pois poderia ter mentido" e isto acarreta no fortalecimento da confiança, podendo chegar a um ponto - dependendo da maturidade do indivíduo - em que se poderá contar qualquer coisa ao outro e este (ao menos) buscará entender e compreender com todas as suas forças!!!
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Nota Pública
Clicando aqui, você pode fazer o download do documento em .pdf (será preciso um leitor de pdf como o adobe reader ou o sumatra pdf), ou lê-lo online aqui. No documento também consta o link para a página; contudo aviso que o texto referido foi removido do site.
Tanto eu, quanto a pessoa que me enviou o e-mail, reencaminhamos a quem de direito e a alguns de nossos contatos pessoais, pessoalmente também publiquei em meu perfil do facebook [é necessáro login] e noutro blog no qual sou colaborador.
Agora posto aqui o link para a Nota Pública emitida pela OAB-Pa, que fala justamente sobre o ocorrido.
Subject: A Comissão da Diversidade Sexual e Combate à Homofobia da OAB - Seção Pará vem a público se posicionar contrariamente aos recentes acontecimentos envolvendo o discurso e a prática de “reorientação sexual”
Date: Wed, 19 Oct 2011 23:18:51 +0000
Criminosos principalmente se considerarmos que ao longo da História Humana, nossa espécie sempre reagiu de forma intolerante e destrutiva contra tudo que divergisse de seu conceito de "normalidade" ou "moral"; esquecendo-se que a sociedade é um organismo em contínua reinvenção e, por isso mesmo, dinâmico.
Infelizmente, ainda existem pessoas que - ao que tudo indica - colocam sua profissão de fé acima do bom senso e do raciocínio lógico, apregoando que conceder (leia-se "estender") direitos a uma parcela da população que encontra-se marginalizada é 'privilegiar' este grupo; é dar-lhes uma posição e valor políticos dos quais não são merecedores! O senhor 'pastor' Silas Malafaia age desta forma, usando argumentações lúcidas mescladas com suas intempestivas manifestações de fé, vai pregando o preconceito e insistindo na negação ou reconhecimento de direitos civis a homossexuais.
O interessante é que vi a mesma coisa com relação às mulheres.
Vi também com relação aos negros.
O mesmo com os índios.
Isto para ficar nas minorias "mais populares"; mas ainda temos o idoso, a criança e o adolescente, o portador de necessidade especial - de qualquer ordem; contudo não me aprofundarei...
Nossa espécie sempre busca uma 'pedra de toque', algo ao qual possa agarrar-se de forma a usar como única medida para o mundo, e - consequentemente - excluindo todo aquele que não enquadra-se em tal padrão.
Voltando a falar da homossexualidade: pessoalmente falando, creio que o PLC 122 é um tanto equivocado quando engloba em seu cerne outras classes civis que já são amparadas por outras legislações; compreendo que isto possa ser para tornar a lei mais "palatável" aos nossos carcamanos administradores (o que é um erro, pois um carcamando não tem palato!), que só nos administram porque NÓS temos preguiça de pensar seriamente, ouvir o que eles dizem em campanha e, PRINCIPALMENTE, temos preguiça de cobrar, de brigar, de persiguí-los quando fazem alguma asneira ou afronta ao Bem Público (exemplo perfeito: mantém a população na miséria do salário mínimo, mas aumentam seus próprios em quase 70%; alegam que não tem dinheiro em caixa pra aumentar o soldo do povo, mas você já olhou o que acontece quando os federais aumentam seu próprio salário??O Efeito cascata??? Assista ao Vídeo).
Mas voltado ao Homossexual, a meu ver ele precisa primeiro resolver estas pendências:
- 78 direitos que os héteros usufruem mas são negados a comunidade gay;
- outros 37 direitos que também são negados a homossexuais;
C.P.:
Decreto Lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940C.F.:
Art. 146 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda.
Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:Fora estes dois, ainda temos:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;(...)
Lei 9459/97 | Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997Vejam, extraí techos, mas clicando nos links você será encaminhado ao texto integral de cada um deste recortes, vá por si mesmo, leia, avalie!
"Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional." "Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Pena: reclusão de um a três anos e multa."
Sei que muito homossexual tem desconhecimento destas leis, e sei que eles merecem uma lei que os proteja em fato, mas será que precisam de uma lei específica?? Não poderia-se fazer um projeto de lei que apenas modifique - com acréscimo - leis que já existem??? Sei que no caso da constituição é mais difícil, mas as outras não, bastava que as ONGs gays se reunissem para formatar - com acompanhamento jurídico - o projeto de lei para modificação dos trechos que citei.
Agora você leitor deve pensar: "e o que isso tem a ver com o texto da mulher do madre celeste??"
Se você chegou a se perder e pensou nesta pergunta, esclareço: tanto o texto citado no começo deste post, quanto todo o resto (discriminação, agressão, direitos civis negados) todos tem uma origem comum: PRECONCEITO.
Pensemos nisso, já é hora de nós POVO, crescermos, sairmos da idade das trevas que alguns pregadores insistem em tentar manter-nos!
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Da Educação (na UTI, pelo que me aparenta)

Primeiro quero deixar algumas coisas bem esclarecidas:
- Sou gay.
- Não me agradam locais com muita gente, principalmente ambientes de shows públicos (praças e afins.).
Voltando à festa, encontrei amigos, conhecidos, etc... Nada fora do normal em uma festa que ocorre desde a década de 70 (clique no link "Festa da Chiquita" para maiores informações), que já foi reconhecida pelo IPHAN - Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (infelizmente no site não foi possível encontrar a certificação correlata).
Mas desde a última vez que fui (há mais ou menos seis (06) anos), uma coisa destacou-se: a violência!!(infelizmente não achei nenhuma publicação online para referenciar) E não falo de violência de pasquim, de periódico sensacionalista, falo da violência que eu vi - e do que eu não vi: policiamento!
Gente, talvez houvesse policiamento no palco da festa, onde estavam os figurões que citei, mas nos bastidores, onde estava a maior parte das pessoas e no Anfiteatro onde acontecia uma apresentação de rock, nestas áreas - que eram por onde eu circulava uma vez que não sou de ficar espremido em aglomerações - a história era bem outra, para citar um exemplo:
Vi um rapaz (que segundo alguns era um ladrão) ser agredido, chutado, esmurrado e atirado ao lago - para os que não conhecem a Praça da República, cliquem aqui - mas mesmo dentro do lago ele ainda foi agredido com um chute na nuca que o fez afundar na água.Isso mesmo P.N.!!, apenas eu presenciei cinco arrastões, um esfaqueamento, e alguns roubos "singles", a GMBEL contava com aproximadamente 10 operativos num evento que reunia, segundo algumas estimativas, 40.000 (você leu certo QUARENTA MIL) pessoas; mais ou menos uma hora depois do primeiro arrastão a GMBEL acionou a PM que mandou para o local 4 viaturas (isso mesmo QUATRO viaturas com CINCO homens em cada), sem cavalaria, sem tropa de choque, se COISA ALGUMA!!!
E isso ocorreu próximo ao box da Guarda Municipal de Belém (GMBEL), o que fizeram os guardas? NADA!!!!!!!
Teve até um amigo meu que ironizou dizendo que a PM estava descançando para o círio.
Mas então a população não pode mais ir a um evento público sem sentir-se ameaçada pela marginália "efervescente"?!?!
Escrevo hoje, por somente agora ter terminado de digerir minhas impressões e considerações sobre o fato...
Começo citando nossa LEI MAIOR:
Constituição Federal (1988)
"...Art. 5.º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade..."
Era só o povo exigir de verdade, a lei diz! Não precisaríamos ficar mendigando isso, mesmo que fossem 100 policiais, era um evento com 40.000!!!!!!!!!!!
Cadê o Estado cuidado de quem o sustenta!??! Cadê??????
E a moça que teve o celular roubado - que eu vi! - porque ela não estava protegida, porque não teve seu 'direito à propriedade' protegido?
E os que tiveram sua integridade física ferida??? hã???
No dia seguinte só se sabia falar nos jornais da tal da "santinha"!!!
Nenhuma linha sequer sobre as cenas de barbárie!
Houve um momento que a polícia capturou um (e apenas 01) dos meliantes; um amigo comentou:
- pegaram um!
Retruquei:
- grande merda, eu contei quarenta e cinco (45)!
E esses foram só os que eu conseguir perceber/distinguir!
Ok. Sei que é difícil fazer policiamento extensivo e ostensivo num evento desse porte, mas essa ação fica ainda mais dificultosa quando sequer é enviado um efetivo compatível com o evento!!
A esta altura, você já deve estar pensando "mas peraí, o título do post não é sobre a educação na UTI???"
Caro(0) leitor(a), se você não conseguiu traçar a linha que conecta - tão obviamente - estes fatos, você deve rever seus conceitos sobre Educação!!
É bem certo que, em geral, apenas entendemos como educação a de origem acadêmica, esquecendo-nos da educação civil, social, 'moral' (por falta de termo que julgue mais adequado); se todos recebessem uma educação concreta, coesa, uma boa parte das cenas de violência e omissão que assisti não teriam ocorrido. Eu sei que a educação - sozinha - não pode vencer tudo, mas ela é a base!! Seguida à ela é preciso haver:
- Saúde;
- Emprego digno com pagamento honroso;
- Segurança Pública;
- Seguridade Social.
E como pode-se entender pelo vídeo, nós - O POVO - temos o poder de escolher quem vai gerenciar (esqueçam essa farsa de "governar"; o que os políticos fazem é gerenciar) o Máquina Pública, suas verbas e necessidades!!
Se quiserem ler mais material:
Educação no Brasil: a História das rupturas
Educação??
História da Educação no Brasil – Linha do tempo(download mediante cadastro)
O Be-a-bá do Brasil
Vejam, se somarmos todos os elementos, consideramos todos os fatores, a estrutura que citei antes é a mais indicada!
Pensem, discordem, concordem, mas de forma livre e integral, considerando tudo que que foi escrito/dito aqui, lendo o material que linkei, assistindo ao vídeo!
sábado, 8 de outubro de 2011
O pastor me tocou: quando autoridade e religião escondem impunidade
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"...Outra coisa que eu adorava fazer era queimar tudo o que não era santo. Eu sempre fui louco por fogo e agora possuía um motivo. Queimar tudo aquilo que desagradava a Jesus. Eu queimei meu fofão, um boneco do Baby da Família Dinossauro, uma Bíblia católica, uma foto de Iemanjá, dentre outras coisas. Eu convidava meus amigos de rua pra ouvirem eu falar da Bíblia, e esfregava Êxodo 20 na cara dos meus amiguinhos católicos, dizendo a eles que queimariam no inferno por adorar imagens. Estava na moda ser evangélico, e eu adorava a moda do momento...."
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"...Depois de um tempo o pastor C se aproximou e me deu um beijo na boca, como um selinho. Eu não entendia aquilo como um abuso, apenas como uma benção, carinho ou sei lá o quê. Ele era o pastor e todos me ensinavam a acreditar na autoridade dele. Os beijos se repetiram, e ele também acariciou meu pênis e peito. Fiquei assustado, calado, mas não achava naquilo nada de errado, pra mim ele sabia o que fazia e tudo aquilo era inspirado, de alguma forma, pelo Espírito Santo. Durante várias oportunidades o pastor C orou por mim e repetiu os beijos e carícias...."
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*frankj. costa*
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Da Manipulação e Outros Golpes
Origem: Observatório da Laicidade do Estado
Não é de hoje que bispos, padres e pastores abusam de sua autoridade religiosa e canalizam o voto dos eleitores, principalmente dos mais humildes. Nos anos 1930, o cardeal Leme organizou a Liga Eleitoral Católica, formada pelos candidatos que apoiavam a plataforma política da Igreja. Aqueles que o fizessem, recebiam a chancela de poderem receber votos dos católicos. Nos demais, os fiéis estavam proibidos de votar. A idéia dos católicos dos anos 30 de formarem um Partido Católico foi deixada de lado, assim como fracassou a tentativa de sua atuação na política pela via de um Partido Democrata Cristão. Mas, recentemente, o Partido Republicano Brasileiro foi criado justamente com base em uma frente de Igrejas Evangélicas.
“Se essa prática é comum nos meios evangélicos, ela originou-se entre os católicos”
Em diversos partidos, cresce o número de candidatos que fazem de seu status religioso elemento de marketing político-eleitoral, incorporando o título religioso ao seu nome – pastor X, padre Y, missionário Z, bispo T. Mas, não nos enganemos, se essa prática é hoje mais comum nos meios evangélicos, ela originou-se entre os católicos. Se não houve bispos parlamentares no período republicano, muitos padres mantiveram o título religioso como parte de seu nome próprio.
Aqui vão dois exemplos. Em 2002 o Estado do Rio de Janeiro elegeu senador o bispo Marcelo Crivella, da Igreja Universal do Reino de Deus; em 1994 o Estado do Paraná elegeu deputado o padre Roque Zimermann, da Congregação dos Missionários da Sagrada Família. Que importância prática tem isso ? Muita.
O bispo-senador Crivella apresentou projeto de lei, em tramitação, modificando a “Lei Rouanet”, de 1991, que beneficia museus, bibliotecas, arquivos e entidades culturais, com parte dos recursos do imposto de renda devido pelas empresas. Pelo projeto do bispo-senador, os “templos de qualquer natureza ou credo religioso” também seriam beneficiados por esses recursos, já parcos para a cultura. Ou seja, as atividades religiosas seriam beneficiadas, diretamente, pelos recursos financeiros provenientes da renúncia fiscal. Além delas já desfrutarem da isenção fiscal, por dispositivo constitucional, receberiam uma injeção direta de recursos devidos pelas empresas ao Estado.
“Os parlamentares religiosos formam um bloco anti-laico no Congresso Nacional”
O padre-deputado Roque foi o relator do projeto que mudou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em 1997, justamente o que suprimiu a condição “sem ônus para os cofres públicos” do ensino religioso nas escolas públicas e inseriu no texto da LDB a qualificação do ensino religioso como sendo “parte integrante da formação básica do cidadão” – os pais que pedirem dispensa dessa disciplina para seus filhos teriam de se contentar com uma formação incompleta…
Mas, além de atuarem para obter apoio financeiro para as atividades religiosas, pago pelos crentes de todas as religiões, assim como pelos não crentes, os parlamentares agentes religiosos formam um bloco anti-laico no Congresso Nacional, cujo efeito se espraia para todos os campos: moral pública, currículo escolar, pesquisa científica, etc.
“O resultado da mistura de religião e política é o pior possível”
Nas eleições de 2006, no Rio de Janeiro, a campanha da Igreja Católica contra a candidata ao Senado, a médica Jandira Feghali, teve como foco seu apoio a um projeto de lei de descriminalização do aborto. Panfletos foram distribuídos nas igrejas e mensagens fluíram pela Internet, veiculando argumentos religiosos contra a candidata, com marcantes efeitos nos resultados: de favorita, ela passou a derrotada. Menos direto, mas não menos efetivo, é o lema “católico vota em católico” ou “irmão vota em irmão”, que alguns candidatos proferem na propaganda via rádio e TV, lema esse que rende maiores benefícios quando proclamado nos locais de culto, diretamente aos eleitores.
O “voto de cabresto”, manejado pelos “coronéis” do Brasil arcaico, foi reeditado na canalização religiosa do voto popular pelos bispos do Brasil contemporâneo.
O resultado da mistura de religião e política, como se vê em países onde isso acontece, é o pior possível – preconceito, intolerância, discriminação, massacres, ditadura.






