sábado, 28 de abril de 2012

DO PORQUE VOCÊ VOTA EM QUEM VOTA?

Eleições chegando e mais uma vez seremos obrigados a aturar todas as falácias de nosso "excelsos" candidatos; ok! Sei que alguns ainda são "flor que se cheire", mas a que preço??

Existe uma coisa que sempre me incomodou desde que acordei para a vida e comecei a questionar as coisas:

PORQUE O VOTO NO BRASIL É OBRIGATÓRIO?!


Sério gente: em uma "democracia livre", porque o cidadão é coagido a comparecer às urnas a cada pleito? Inclusive sofrendo punições caso "exerça seu direito" a não-votar??

9 - O que acontece se eu não votar e não justificar a minha ausência?
O eleitor que não votar nem justificar sua ausência nos prazos determinados pela Justiça Eleitoral incorrerá em multa imposta pelo Juiz Eleitoral. Sem a prova de que votou, pagou multa ou de que se justificou devidamente, não poderá o eleitor inscrever-se em concurso público, obter passaporte ou carteira de identidade, renovar matrícula em estabelecimentos de ensino oficial, obter empréstimos em estabelecimentos de crédito mantidos pelo governo, participar de concorrência e praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda. Se o eleitor deixar de votar em três eleições consecutivas, seu título será cancelado.


Agora vejamos: SE eu - cidadão brasileiro pagador de impostos (portanto sustentáculo do Judiciário, Legislativo e Executivo), resolver que todos os candidatos ao cargo eletivo no presente pleito NÃO SÃO merecedores de minha escolha, NEM DIGNOS de gerenciar a Nação; ou que as plataformas de campanha dos partidos não são suficientemente esclarecidas e convincentes quanto ao projeto de resolução dos problemas do país. E então, optar por não desperdiçar meu tempo indo ao local de votação e nem 'justificar' meu "pecado" político, não poderei mais usufruir dos bens e serviços públicos???? Me tornarei um indigente???
Se funcionário público eu for, passarei fome??



...II - receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público, autárquico ou paraestatal, bem como fundações governamentais, empresas, institutos e sociedades de qualquer natureza, mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que exerçam serviço público delegado, correspondentes ao segundo mês subseqüente ao da eleição;...


Que raio de liberdade democrática (ou seria demagógica??) é esta em que vivemos???
Então, se nenhuma das opções me apetecer, mas eu ainda assim ter que escolher - sou analfabeto político se voto nulo, ou em branco?? - ou devo seguir a filosofia idiotizante do "menos pior"??


Muitos nos querem convencer que votar assim - NULO - é jogar fora nosso exercício de cidadania, que fazendo isto, não se poderia reclamar da situação atual do País. Então votar nulo NÃO É PROTESTO, mas VOTAR NO TIRIRICA É??




Estas São apenas algumas das proposições que faço. Mas eis que encontro na web um texto que transcreverei abaixo que serve perfeitamente para exemplificar o que o que digo:



(i)Por que o voto é obrigatório no Brasil?
A resposta a esse questionamento parece simples: todos temos a obrigação de votar, porque a Lei (CF/88, art. 14, § 1º.) exige e pune quem a descumprir. Então a questão deveria ser reformulada: por que fazer leis obrigando o cidadão a votar? 
De antemão, devemos lembrar que a Constituição Federal foi elaborada por políticos (deputados e senadores), através da Assembléia Nacional Constituinte. Portanto, foram eles que imprimiram na Carta Maior a “imposição” do voto. Isso configura “legislação em causa própria”, pois tais políticos sabiam que o voto facultativo no Brasil não daria certo. Seria ínfimo o número de eleitores “voluntários”. Conseqüentemente, a ausência de votantes exigiria a implantação de um novo sistema eleitoral. A propósito, fala-se muito da arrogância e do monopólio americano (e concordo com isso). Entretanto, os Estados Unidos adotam o sistema do voto facultativo. Ainda assim, a população em massa vai exercer sua cidadania. Ademais, os eleitores daquele país se envolvem nas campanhas dos candidatos, participam de prévias e convenções dos partidos.
Logo, a tese de que o voto facultativo desestimula o comparecimento às urnas é infundada. Aliás, uma pesquisa comprovaria que os brasileiros votam desmotivados, justamente porque são obrigados a tal sacrifício. Exercem o dever e não o direito.

(ii)A saga das urnas eletrônicas
“Ninguém costura remendo de pano novo em roupa velha; porque o remendo novo tira parte da roupa velha, e fica maior a rotura”. (Marcos, 2.21)
Há uma propaganda maciça de que o sistema de urna eletrônica é bastante moderno e praticamente infalível.
Entretanto, estão colocando remendo novo em tecido velho. Isto é, o que adianta ter um sistema tão avançado atuando num contexto extremamente atrasado? Para que fazer uso de tecnologia de ponta, quando as mentes e a educação dos que comandam esse sistema não progridem?
“Ontem, fui exercer meu “direito obrigatório” de cidadão. No entanto, permaneci quase uma hora na fila. Motivo: urnas com defeito na minha seção.
A primeira estava em boas condições. Mas, aproximadamente uma hora e meia depois, parou de funcionar. A partir daí, iniciou-se uma saga de urnas quebradas, que iam e vinham. No total foram 8 (isso mesmo, oito, VIII, eight, ocho, huit, ********) urnas que não serviam para nada.
Houve protesto na fila – obviamente. Formou-se tumulto. Mesários foram ameaçados e quase agredidos fisicamente. A polícia apareceu; a imprensa também.
Ao perceber que não tinha alternativa, o TRE decidiu, quase 6 horas depois, que o voto seria manual, ou seja, por meio do papel.
Não vimos técnicos em informática aparecerem para verificar se o defeito era realmente nas urnas. Não testemunhamos a presença de eletricistas para observarem se o problema era na fiação elétrica da sala. O TRE decidiu muito tarde substituir as urnas pelas cédulas. Foram muitos os remendos velhos costurados sobre o tecido novo do sistema de votação tido como o mais avançado do mundo.
Indubitavelmente, se eu não tivesse a obrigação de votar, deixaria aquela fila na primeira meia hora. Não iria estragar meu domingo. Atitude que a maioria daqueles eleitores também tomaria.
Getúlio Vargas, o déspota que se disse pai dos pobres, se travestiu de democrata e se matou pretendendo ser herói, permanece o principal fantasma a habitar a política brasileira. Mas com o fim da ditadura militar ele ganhou uma nova companhia, a do voto obrigatório.
De disfarce à tirania o voto obrigatório passou a ser sinônimo de garantias democráticas e por isso defendido pela maioria dos parlamentares.
Mas o voto obrigatório é mais do que "apenas" parte do ritual eleitoral. Ele é uma forma de aprisionar a liberdade do sujeito dirigido cada vez mais pelo espetáculo midiático que a televisão proporciona diariamente em nossas casas através de uma lei que obriga a transmissão de programas eleitorais.
É outra medida obrigatória do nosso regime democrático em nome da educação política mas que funciona apenas para as TVs abertas poupando os assinantes de TV a cabo.
Ela é destinada ao cidadão mediano, com escassos recursos materiais e prisioneiro preferencial das telerrealidades criadas diariamente para entretê-lo.
A democracia, não só no Brasil, transformou-se em ritual eleitoral eletrônico que funciona associando educação política à eleição. Quando muito, instrui as pessoas a formarem grupos que aceitem a participação dentro do esquema das reivindicações seletivas organizadas pelos governos.
Hoje em dia elas são orientadas pelo princípio das sondagens eletrônicas que pretendem garantir a continuidade dos partidos ou das alianças políticas. As pessoas permanecem educadas para acreditar nos governos e a democracia se transformou num regime midiático, de respostas imediatas, que prioriza as pressões que possam ser transformadas em apoio político.
Com a midiatização da política, daqui para frente, seja com a continuidade do voto obrigatório ou com o regresso do voto facultativo, os governantes esperam irrisórias alterações significativas, mantendo sua eficiente educação que faz jovens e adultos acreditarem que votam livremente, mesmo quando coagidos.
Hoje em dia não se admite a sublevação contra a opinião pública. Isto seria considerado um crime!
Estamos no tempo da ditadura da opinião pública organizada pelas mídias. Um tempo em que os tiranos se apresentam como democratas juramentados como sempre em nome do povo, dos miseráveis, dos pobres, dos carentes, oprimidos ou excluídos.
Não há mais o perigo da ditadura da opinião pública, da ditadura da maioria; hoje ela é governo.
E você aí, por quê vai votar?

*frankj costa*





domingo, 1 de abril de 2012

Tudo mentira

...................................................................................................................................................................

Aristóteles (384-322 a.C), o pensador grego, só aceitava duas maneiras de mentir: diminuindo ou aumentando uma verdade. O teólogo Santo Agostinho, no século IV, resolveu complicar o assunto descrevendo seis tipos diferentes de mentira: a que prejudica alguém, mas é útil a outro; a que prejudica sem beneficiar ninguém; a que se comete pelo prazer de mentir; a que se conta para divertir alguém; a que leva ao erro religioso; e. finalmente, a que ele considerava a "boa" mentira, que salva a vida de uma pessoa. Para as modernas ciências do comportamento, porém seja qual for a história falsa, a realidade é uma só: mentira é aquilo que se queria que fosse verdade.
O ato de mentir, contudo, é menos ou mais tolerado conforme os valores de cada povo e cada época. E até numa mesma sociedade podem coexistir graus diferentes de aceitação (ou repúdio) da mentira, de acordo com as expectativas que cada grupo social pode ter em relação aos demais. Os povos antigos, de maneira geral, condenavam a mentira, mas podiam mudar de ideia a partir do contato com outras culturas. Por exemplo, os povos da velha Índia tinham o preceito de só mentir para salvar um hóspede. No mais, os budistas pregavam que mentir equivalia a matar dez homens. Em tempos recentes, com a chegada dos colonizadores ingleses, a mentira passou a ser aceita com naturalidade pelos indianos, que a ela recorriam até para salvar a própria pele.
..................................................................................................................................

Quando os animais mentem
A mentira, na natureza, é uma arma de sobrevivência. Muitas vezes, na luta contra o predador, a presa só tem chance de escapar se souber mentir bem. E o caso dos camaleões, que, graças à pigmentação especial da pele, se confundem com o ambiente. Ou de certos caranguejos, que vivem com a carapaça coberta por algas ou esponjas. Os insetos são especialistas em se fingir de cortiça ou de gravetos no tronco de árvores. Essas e muitas outras formas de mentira atendem por um único e verdadeiro nome científito - mimetismo.
O fenômeno foi estudado pela primeira vez pelo naturalista inglês Henry Walter Bates (1825-1892), que observou o comportamento das borboletas no vale do rio Amazonas. Ele descobriu uma família de borboletas que conseguia escapar dos pássaros tornando-se parecida na forma e na cor com outra família. cujo sabor não agradava às aves. As borboletas apetitosas tratavam de voar misturadas às outras. Hoje se sabe que os animais memorizam certos padrões de aparência quando associam determinada presa a um gosto nauseante ou à dor. Portanto, mentiroso competente é aquele que consegue assumir uma aparência pouco atrativa para o predador.
Existem, porém, casos de automimetismo: animais que imitam outros da própria espécie. Os zangões, por exemplo, quando estão prestes a ser atacados, voam e zumbem como abelhas, que, como bem sabem os atacantes, têm ferrões para se defender-se a mentira pega, os zangões se salvam. Nem sempre, contudo, é a presa o mentiroso. Isso acontece no caso clássico do lobo em pele de cordeiro, ou seja, o animal que finge ser manso, se aproxima calmamente de outro com ar de quem não quer nada e sai ganhando uma refeição.


.................................................................................................................................
Para ler tudo: Tudo Mentira

quinta-feira, 29 de março de 2012

Almas 'homossexuais'?

"A doutrina espírita traz a premissa de que somos seres eternos em múltiplas vivências, reafirmando a fé na reencarnação. Livros supostamente ditados por espíritos tentam confirmar essa ideia em romances que procuram dar sentido aos diversos conflitos e sentimentos humanos. A homossexualidade, embora tratada com reticências por alguns espíritas, tem surgido com maior frequência nessas publicações, trazendo abordagens positivas e tranquilizadoras para quem percebe essa orientação sexual. Vejam alguns títulos já publicados no Brasil."
Leia o resto aqui.


Primeiramente, quero esclarecer que não vejo sentido algum em debater a existência ou não da alma. Tenho minha opinião formada com base no cientificismo e não pretendo mudar a opinião ou crença de quem quer se seja; outrossim, objetivo refletir sobre algumas coisas - existentes nas entrelinhas do trecho acima - que me incomodam de maneira profunda:

Durante decênios as religiões pregaram que a “prática do homossexualismo” era um “pecado mortal” e que por conta deste mesmo pecado ‘Deus’ (todo AMOR, COMPREENSÃO, BONDADE E JUSTIÇA) destruíra duas cidades inteiras (Sodoma e Gomorra). Embora atualmente alguns teólogos questionem que tenha sido pela suposta ‘homossexualidade’ de seus cidadãos que ambas tenham sido levadas a cabo por Iaveh; mas o mito permanece e nele se pautam inúmeras denominações cristãs.
Então, passadas estas décadas, começaram a (res)surgir os homossexuais, primeiramente ocultos em guetos como Stonewall [nome que pode ser traduzido como “muralha” – ironicamente apropriado]; mas eram perseguidos, acuados, achincalhados por divergirem do “correto” que era representado pela maioria da sociedade da época. Mas Stonewall é apenas o mais conhecido evento de nossa sociedade ‘moderna’, existiram outros.

Agora me deparei com esta postagem – que me foi sugerida por email por um amigo com o seguinte texto “agora já podes parar de cavar buraco de avestruz e procurar chifre em cabeça de cavalo: as religiões tão mudando e começando a aceitar os gays”. Li a postagem inteira e me dei conta que já tinha “ouvido” aquelas palavras de ‘inclusão’ de ‘conforto’ em outros lugares e revi meus guardados em busca destes arquivos; alguns ainda estavam online, outros não; e alguns encontrei pela primeira vez; abaixo poderão ver trechos com seus respectivos links:


1-     “... Impossível não fazer outra associação à Idade Média, período em que a Igreja Católica privava a sociedade de adquirir conhecimento. Não é à toa que esse período ficou conhecido como Idade das Trevas... Trevas que estão pairando novamente sobre nossa sociedade, sobre nossos parlamentos, pelas mesmas vias, ou seja, pela própria igreja, quer católica, quer protestante. Quanto mais as pessoas afundam-se na religiosidade, mais se afastam dos princípios cristãos de amor ao próximo, é impressionante!...” in: myriam rios e as 8 asneiras.


Neste artigo vemos (pois há um link para o vídeo) uma representante do Povo declarar em auto e bom som que ela {enquanto cristã, pregando o AMOR E A TOLERÂNCIA} que quer ter o DIREITO de DEMITIR alguém apenas pelo fato de este alguém não gostar da mesma ‘fruta’ que ela – no caso de lésbicas, ou por gostar da mesma que ela – no caso de gays

2-       “É no mínimo surpreendente constatar as pressões sobre o Senado para evitar a lei que criminaliza a homofobia. Sofrem de amnésia os que insistem em segregar, discriminar, satanizar e condenar os casais homo-afetivos.
No tempo de Jesus, os segregados eram os pagãos, os doentes, os que exerciam determinadas atividades profissionais, como açougueiros e fiscais de renda. Com todos esses Jesus teve uma atitude inclusiva. Mais tarde, vitimizaram indígenas, negros, hereges e judeus. Hoje, homossexuais, muçulmanos e migrantes pobres (incluídas as “pessoas diferenciadas”...)...”
(OBS: o texto aponta para o link original, mas este foi removido do site) in: Os Gays ea Bíblia
Neste podemos ver que já existe um raciocínio voltado para a “inclusão” de homossexuais em comunidades religiosas. Mas me pergunto por que o texto foi removido do site original...?

3-      “...De acordo com historiadores, a posição religiosa em relação à homossexualidade mudou ao longo dos séculos: de mais tolerante para menos. O americano John Boswell, pesquisador da Universidade Yale que morreu de Aids- aos 47 anos em 1994 e que dedicou a vida acadêmica a investigar a homossexualidade relacionada ao cristianismo, afirmava que a Igreja Católica não condenou as relações entre o mesmo sexo até o século XII. Ao contrário: o historiador, contestado por alguns e aclamado por outros, revelou no livro O Casamento entre Semelhantes – Uniões entre pessoas do mesmo sexo na Europa pré-moderna (1994) a existência de manuscritos que comprovam a celebração de rituais matrimoniais religiosos durante toda a Idade Média por sacerdotes católicos e ortodoxos para consagrar uniões homossexuais....” in: Ser gay é pecado?

Aqui temos um apanhado mais ‘científico’ sobre o posicionamento de instituições religiosas frente à existência da homossexualidade.
Mas aqui também começa meu incômodo: parece que “ser gay”, “ser anti-gay” ou “ser pró-gay” é mais importante que ser “pró-humanidade”. Vejam só, de repente as religiões começam a buscar uma integração do homossexual com a Igreja. Parece modismo; quer dizer, é como se hoje em dia fosse moda você “ser gay”; “ser anti-gay” ou “ser pró-gay” (a repetição é intencional, ok puristas da língua?). Isso parece com um texto de uma entrevista do lula.

4-       "... uma coisa que me cala profundamente: porque que os políticos que são contra, não recusam o voto deles [os homossexuais]. Porque o Estado Brasileiro não recusa o Imposto de Renda que eles pagam? Bem, nós precisamos tratar a todos sem nenhuma discriminação. A vida que cada pessoa leva dentro de sua própria casa; o parceiro que cada pessoa quer ter, sendo homem ou mulher... O que é importante é que eles sejam cidadãos brasileiros, que respeitem a Constituição." In: Lula defende ocasamento gay
Como se pode ver no vídeo Lula estava a favor da união entre homossexuais; Dilma prometeu dar continuidade aos ideais de Lula; mas o que aconteceu? Ela vetou o chamado “kit gay” (...O kit educativo, que faz parte do projeto “Escola sem Homofobia”, foi avaliado pelo Conselho Federal de Psicologia, pela Unesco e pelo Unaids, e teve parecer favorável das três instituições. Mesmo assim, a presidenta classificou o material como inadequado...). Clique no link para ler o resto da matéria.

Quer dizer que nossa presidente e nossos legisladores são mais competentes para avaliar o impacto destes vídeos que o CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA???? Nem quero me bater com os técnicos das outras instituições citadas

Podem ver os vídeos por si nos links abaixo:




Passado este perrengue, volto a afirmar: a moda agora é o “gaysismo”, onde o que importa é sua postura, se você é “ser gay”; “ser anti-gay” ou “ser pró-gay”.

Mas e pro HUMANO? Para o SER HUMANO??? Nada?!

Percebo agora as religiões assoprarem depois de tanto bater; posso perceber isto em textos como este: “ONU aprova resolução contra a violação dos direitos humanosde LGBTs”.

Por favor!!! Quer dizer que é mesmo necessária uma resolução específica???
Percebo certa segregação nesta atitude; como se o homossexual só pudesse ser considerado cidadão – HUMANO – por uma instrução, uma instrumentação jurídica, como se antes disso ele fosse uma ‘coisa’ um objeto de menor importância e valor.

Agora podem questionar: Mas ele não falava de religiões? Porque agora tá citando a ONU??

Porque depois da OMS, da ONU, o CFP, uma série de outras instituições laico-científicas; foi a vez de a religião rever seus conceitos.

E ela não fez isso porque sentia que 'talvez' pudesse estar errada em sua visão-de-mundo, fez isso porque – salvo algumas denominações e seus fiéis – a maioria de nós sabe que não estamos mais na Idade Média: que a Igreja não é mais e detentora da Verdade Absoluta, que as pessoas podem questionar as coisas como estão em busca de uma melhor compreensão do mundo que nos cerca, de nós próprios e do outro.

Assim, surgem ‘relatos’ de coisas assim:

a-      O padre católico Érico Hammes, doutor em Teologia e professor da Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul (PUCRS), afirma que o crescimento da ala gay nas religiões é um fenômeno já detectado pela Igreja Católica – e provoca um debate entre teólogos sobre como lidar com a homossexualidade dos fiéis, embora uma mudança de postura oficial por parte do Vaticano ainda seja pouco provável...”. in : Há um debate dentro da igreja

b-      “Depende do que as pessoas encaram como verdadeira Igreja, creio que muitos que irão ler este blog já passaram pela Igreja Batista, Metodista, Presbiteriana… São Igrejas antigas, Os Batistas e Presbiterianos então! Conhecidos por levar a Bíblia a sério, sem rodeios.
Também não se pode esquecer as raízes como a Igreja Luterana e a Igreja Anglicana, ambas surgiram após a reforma protestante e tem cerca de 500 anos…
Agora, o que os líderes evangélicos querem esconder de você! Sabe porquê? Homofobia!...”. in: “Verdadeiras Igrejas são contra a homossexualidade” – Mito!

Assim, podemos verificar que as pessoas estão averiguando, questionado, pensando acerca destas barbáries primitivas que se disfarçam de crença e fé, que se escondem na sombra do nome de ‘”DEUS”’ para continuar sua marcha de morte e destruição, sem motivo algum além do próprio nefasto desejo de matar, de sobrepujar o outro e pô-lo sob seu jugo.

Nesta mesma baila, ocorre – no melhor estilo ‘Stonewall’ – uma grande modificação de paradigmas quando pessoas que antes defendiam estes dogmas sectários como se fossem realidade imutável, percebem que as coisas não são tão nítidas {tão preto-no-branco} assim:

5-       “...As duas mulheres, juntas há quase 9 anos, chegaram a participar de sessões de descarrego e de regressão por causa das inclinações sexuais de ambas. “Tudo que a igreja evangélica poderia fazer para mudar a minha orientação sexual foi feito”, afirma Lanna. “E nós tentamos mudar de verdade, mergulhamos na ideia”, diz Rosania. As duas eram casadas na época em que se envolveram pela primeira vez...”. in Pastoras lésbicas querem fazer'evangelização' na Parada Gay de SP

6-      “...“Haverá cultos de ensino bíblico para mostrar às pessoas que Deus não é aquele monstro que as igrejas pregam”, disse ao G1 o pastor, que atuará junto com a pastora Vanessa Pereira, de 27 anos. "Quem impôs a condição de pecado foi o homem e não Deus, porque em nenhum momento a Bíblia condena o homossexualismo. O que há é algumas traduções errôneas e o entendimento errado e manipulado da Palavra", acrescentou...”. in Expulso por ser gay, pastor cria igreja voltada ahomossexuais no RS

7-      Casal de pastores gays funda novaigreja cristã

Neste momento um grupo de religiosos, pessoas com certa erudição – creio – estão questionando a imagem que vem sendo apresentada de “Deus” pelas religiões vigentes; é um movimento sem volta, em sentido único, mas o que de positivo estes movimentos cristão e o espírita que dá título e encabeça esta postagem podem trazer a nós, meros e falíveis mortais??

Em minha sincera opinião, antes de mais nada, isso é um “MEA CULPA” por parte dos religiosos muito interessante de ser observado; pois revela que, ao pensarem, este ‘homens de deus’ percebem que o que vinham dizendo a tanto tempo pode ser um grande – imenso – conjunto de crendices, mitos, tão confiáveis quanto as antigas religiões de gregos, celtas e inuits.
Em um segundo momento pode-se perceber que existem pessoas com pensamento crítico desenvolvido que o utilizam em busca de uma maior compreensão deste fenômeno que é a “irracionalização pela fé”: quando uma pessoa deixa de ser um ente humano para tornar-se uma espécie de máquina de repetição, que apenas reproduz um modelo de comportamento sem jamais parar para avaliar que sentido há em suas ações.

Mas não pensem que estou apenas falando das flores {considerando que em algum momento pensaram isto}; sei que estas parvas luzes ainda precisam enfrentar uma grande tempestade que está se formando no horizonte.
Uma tempestade que já ribomba seus trovões a quem quiser prestar-lhes atenção.
Nossa Nação ainda é muito jovem se comparada com outras da Europa, e sabemos que está ainda em sua ‘meia idade’; meu medo é que nosso povo feche seus olhos e permita que esta meia-idade se transforme em uma nova Idade Média; pois então teríamos sérios – seríssimos – problemas em tudo e com tudo!

Seus sinais são claros, na medida exata que ninguém defende a verdadeira laicidade do Estado e permitem que coisas abusivas como estas ocorram:


E para que também não me acusem de sectarismo em favor dos homossexuais (ou contra, não sei como vocês poderão entender meu texto), quero concluir com algumas pequenas ponderações:
Sou ateu.
Sou humano
Sou cientificista
Sou homossexual.
Sou cidadão brasileiro.

E quero dizer que, qualquer coisa que se apregoe como verdade indiscutível é, no mínimo, suspeita “toda unanimidade é burra!” (Nelson Rodrigues).
E como posso confiar em qualquer religião considerando tudo o que expus acima e somo a estes dois:

Vejo gente morta, que nos quer matar a todos, nos quer iguais!
Não porque seja o melhor, ou certo; mas porque assim é mais fácil nos controlar, mentir e matar!
E sua nova e mais recente tática é a aceitação - tácita e taciturna - dos "diferentes" em seu seio religioso e quando estes baixarem sua guarda, aqueles iniciam seu trabalho de amoldamento; para que deixemos de sermos humanos e sejamos apenas coisas!

Para encerramento, quero dizer que a maioria dos links desta postagem aponta para sites oficiais de imprensa, busquei manter este padrão por me preocupar com a 'idoneidade' da informação apresentada.


Agradeço aos que lerem (tudo, incluso os links) e 
aos pouco que talvez comentem!





terça-feira, 13 de março de 2012

Passe adiante!

Recebi por email, mas merece - sem dúvida alguma - figurar em meu blog; por favor, leiam, copiem e publiquem por aí!
 
ÉDUCASSÃO...
 

A Evolução da Educação:  
Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia... Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas...
 

Leiam o relato de uma Professora de Matemática:


Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80.
Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber
ainda mais moedas.
A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.

Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:


1. Ensino de matemática em 1950:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda.
Qual é o lucro?


2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?


3. Ensino de matemática em 1980: 
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Qual é o lucro?


4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
(  )R$ 20,00 (  )R$ 40,00 (  )R$ 60,00 (  )R$ 80,00 (  )R$ 100,00


5. Ensino de matemática em 2000:

Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
O lucro é de R$ 20,00..
Está certo?
(  )SIM (  ) NÃO


6. Ensino de matemática em 2010:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
 
Se você
souber ler , coloque um X no R$ 20,00.
(  )R$ 20,00 (  )R$ 40,00 (  )R$ 60,00 (  )R$ 80,00 (  )R$ 100,00


7. Em 2011 ...:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
 
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
(
Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder pois é proibido reprová-los).
(  )R$ 20,00 (  )R$ 40,00 (  )R$ 60,00 (  )R$ 80,00 (  )R$ 100,00



E se um moleque resolver pichar a sala de aula e a professora fizer com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança. 
Também jamais levante a voz com um aluno, pois isso representa voltar ao passado repressor (Ou pior: O aprendiz de meliante pode estar armado).
- Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável:  
Todo mundo está 'pensando'
em deixar um planeta melhor para nossos filhos...

Quando é que se 'pensará'
em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"


Precisamos começar JÁ!


Ou corremos o sério risco de largarmos o mundo para um bando de analfabetos, egocêntricos, alienados e sem a menor noção de vida em sociedade e respeito a qualquer regra que seja!!!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

QUEM FALA MUITO, MAS NÃO OUVE, MERECE ATENÇÃO OU TRATAMENTO PSIQUIÁTRICO??


Sem muitos dados para identificação, quero falar uma história:

Agora por este dias, vi uma confusão entre duas pessoas que até então eram amigas: tudo porque uma sabe falar mais que ouvir e se recusa a deixar qualquer comentário ou postagem que a denuncie como de fato é: uma pessoa tão falível quanto todas as outras!!

Vamos aos fatos:
1º por questões (que não vou enumerar por serem secundárias ao fato puro) A COMUNICAÇÃO ENTRE ELAS FICOU PREJUDICADA.

2º quando a primeira (que chamarei de “V”) resolveu excluir toda a comunicação via facebook, sms e qualquer outra tecnologia de contado. E ainda fez uma postagem em seu blog: (desafiodesermulher.blogspot.com) um texto ( a lá sidnelson) sobre o fim de uma amizade porque a outra (que chamarei de “P”) não pode estar presente durante o “grande” tormento pelo qual estava passando – com a mãe cancerosa.

Bem, até onde sei, as pessoas não podem estar a disposição das outras 24h por dia - a menos (é claro) que NÃO TENHAM MAIS NADA PRA FAZER DA VIDA OU SEJAM PARASITAS CONTUMAZES!!!!!!!!!!!.

Tudo bem.
V tem o direito de se sentir abandonada e infeliz com a ‘ausência’ de sua amiga P; mas isso não lhe dá o direito de ofender P, nem menosprezá-la! Menos ainda de usar seu blog para expor questões pessoais de sua amiga, jogando-a em uma situação de ridículo público.
Bem, é certo dizer que eu TAMBÉM NÃO TENHO ESTE DIREITO, de expô-las aqui no meu blog, mas como a merda já foi jogada no ventilador (e toda merda jogada no ventilador volta) digo: OI! SOU O VENTILADOR!
Aí, você leitor pode perguntar: E que merda que eu tenha haver com isso??
Eu respondo: Ponha a mãe (e a mão) na consciência e responda: você nunca julgou alguém – precipitadamente ou não??
Se você já fez isso, por qualquer razão, em qualquer momento, então isto tem haver com você SIM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Voltando.....
V acusa P de não ter sido uma amiga dedicada, tenho alguns printscreens que sugerem o contrário:
Primeiro o que ocorreu quando V escreveu em seu blog, mas não permitiu que P pudesse usar seu direito de resposta (QUE POR SINAL É GARANTIDO POR LEI NA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA)


Vejam bem, P havia conseguido colocar o comentário a primeira vez, comentário que foi APAGADO por V (já que isso a denunciaria como uma pessoa mesquinha e falsa) e substituido por um comentário onde V “prova” a falta de atenção recebida de P.
Ok. No próximo printscreen, tem uma amostra de uma troca de conversa – via facebook – que mostra o quanto V está sendo manipuladora: já que no seu blog ela colocou apenas o que lhe interessa. E ainda recusa às outras pessoas o direito de se defenderem de qualquer uma das afirmações que ela tão diletantemente dispara como um canhão operado por cegos!


omo podem ver, fiz questão de marcar em sépia o trecho das mensagens que prova que P havia sim manifestado preocupação para a mãe moribunda de V. Mas quando V colocou este mesmo trecho de conversa em seu blog, ela – MANIPULADORAMENTE - omite o trecho que marquei em sépia no printscreen.

Termino esta postagem aqui, pois contra fatos não há argumentação!

*Frankj Costa*



quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O olhar de Verissimo sobre o BBB(12)



Luis Fernando Veríssimo 
É cronista e escritor brasileiro

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência. 
Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB  é a pura e suprema banalização do sexo

Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros...todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB  é a realidade em busca do IBOPE.  

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB . Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas. 

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade. 

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados. 

Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia. 

Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns). 

Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo. 

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão. 
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores) 

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda, LER A BÍBLIA, APRESENTAR O PLANO DE SALVAÇÃO (as observações em caixa alta foram acrescentados por mim) ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema...., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , ·visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.


Esta crônica está sendo divulgada pela internet a milhões de e-mails.
SE VOCÊ ACHA QUE ESSE TEXTO VALE A PENA SER LIDO, FAÇA A SUA PARTE. ENVIE PARA O MAIOR NÚMERO DE AMIGOS QUE PUDER.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Título da Postagem: Back to Black

Após muito tempo afastado do blog (pelos mais variados motivos, dentre eles a falta de ideias e a preguiça - assumo!). Resolvi dar o ar de minha 'graça' neste blog. por mais que ninguém deixe um cometário sequer [nem para me ofender ao menos], segundo o relatório ele é visitado, visualizado ao menos; por tanto tenho uma certa "'satisfação'" a dar a este povo! Ando profundamente entediado com tudo, tão abissalmente que sequer sinto desejo de escrever sobre o que quer que seja. Mas navegando em minhas infinitas pesquisas topei com uma postagem que julguem satisfatória para aparecer aqui:

Por que os crentes não escutam os argumentos que criticam sua crença?



Algumas pessoas esclarecidas creem em coisas raras porque estão treinadas para defender crenças às quais chegaram por razões pouco inteligentes. Mas o seguinte experimento que vou referir trata mais de pessoas normais que professam algum tipo de fé e que não estão especialmente prontas para defendê-la. Então preferem não escutar. Simplesmente não escutam para impedir a entrada em sua mente de pontos de vista que lhes seriam inconvenientes. Algo parecido à reação infantil:

- "Nãnãninãnãná, não estou escutando nada... nãnãninãnãná..."

experiência foi realizada na década de 60 pelos cientistas cognitivos Timothy Brock e Joe Balloun. A metade dos participantes no experimento eram religiosos, e a outra metade, ateus. Ambos os grupos ouviram uma mensagem gravada que atacava o cristianismo.

Mas tinha algo mais. Na gravação acrescentaram um pouco da chata eletricidade estática, uma espécie de ruído branco de fundo que impedia entender bem todas as palavras. Não obstante, quem escutava a mensagem tinha a possibilidade de reduzir estas interferências apertando um botão: então a mensagem podia ser entendida sem dificuldade. 

Os resultados foram totalmente previsíveis e bastante deprimentes: os não crentes sempre tentavam eliminar as interferências, enquanto os religiosos preferiam que a mensagem permanecesse difícil de ouvir. Em posteriores experiências de Brock e Balloun em que fumantes escutavam um discurso sobre a relação entre o fumo e o câncer, revelou-se um efeito parecido. Todos calamos a dissonância cognitiva mediante a ignorância auto-imposta. 

Naturalmente, isto ocorre em todo tipo de pessoas: também entre cientistas ateus em frente a argumentos de crentes. Ainda que, neste caso, o fato não é tão flagrante porque os cientistas costumam alegar provas (ou se limitam a negar que não creem, e o ônus da prova está em quem afirma, não em quem nega). E raramente veremos que um cientista se sinta ofendido em suas crenças  se por acaso um crente criticar suas ideias científicas: só é bom cientista precisamente aquele que almeja encontrar erros em suas ideias a fim de evidenciar ideia melhores. No caso do crente, inclusive aplaudem a imobilidade das ideias ainda que tudo aponte a que estão equivocados. 

Por isso, muitos crentes se negam a escutar os argumentos esgrimidos por ateus, ou pela própria ciência, se estes entram em conflito com suas crenças. E se escutam-nos, é como se só ouvissem o som das palavras, mas a mensagem não lhes frutifica à mente. 

Algo parecido acontece em um artigo de ciência onde se critique ou questione a fé: em seguida teremos uma profusão de leitores que tratarão de defender com unhas e dentes suas crenças (no melhor dos casos) ou censurar o conteúdo de qualquer forma, por exemplo, alegando que o conteúdo lhes ofende profundamente (no pior). Nesse sentido, resulta curioso essa coisa de ter que respeitar as crenças alheias: se todas se respeitassem, também deveriam se respeitar o "não respeitar" determinadas crenças. Ou inclusive deveríamos respeitar ideias como o nazismo, a escravidão ou a pederastia. As ideias nunca merecem respeito, senão as pessoas; e as pessoas não deveriam ser suas ideias, senão dificilmente progrediriam e aprenderiam com seus próprios erros. 

Dito dessa forma, talvez devêssemos respeitar um único mandamento, o undécimo: aprenderás, duvidarás de tudo, sobretudo de quem se diz dono da verdade, e também duvidarás de ti mesmo e do resto dos 10 Mandamentos. E se alguém disser que aquilo que crês é falso ou é perigoso, desejarás com toda tua força e alma que expliquem a razão, para não desperdiçar nem um minuto mais naquilo.


Leia mais: http://www.ndig.com.br/item/2011/09/por-que-os-crentes-no-escutam-os-argumentos-que-criticam-sua-crena#ixzz1iu7FYrDY