segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A tragédia de Santa Maria


Tirado de :
http://minilua.com/monte-a-sua-materia-a-tragedia-de-santa-maria-63/
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"Pois é, e após a tragédia, muitas coisas aconteceram. Abaixo, inclusive, um dos momentos mais marcantes da história. Confira:
E-mail de participação: Jeff.gothic@gmail.com

A tragédia de Santa Maria

Por: Lucas Amaral
Olá, meu nome é Lucas e venho por meio desta pedir que leia esta carta. Ela foi escrita por Marcella Martins, e direcionada à Presidente Dilma Rousseff.




Carta de Marcella Martins, Santa Maria – RS,
 Presidente Dilma.
Engula o choro, presidente. Engula o choro ao falar da tragédia de Santa Maria. Engula o choro e todos os problemas desse país que nele estão escancarados. Engula que o medo do segurança de ser demitido neste país é maior do que sua consciência de deixar as pessoas saírem sem pagarem suas contas para não morrerem.
Engula a soberba dos donos de empresa desta nação que não estão nada preocupados com pessoas como eu e até mesmo como a senhora porque estão focados demais em lucrar, e preferem fechar as portas como numa câmara de gás a ter prejuízos.
Engula a pressão que todos os seus funcionários sentem todos os dias. Engula que para arcar com seus altíssimos impostos, todos eles dão um jeitinho bem brasileiro de se desviar dos regulamentos e leis.
Engula que os órgãos responsáveis por evitar que isso aconteça não funcionam. Engula que eles deixaram essa, entre tantas e tantas casas mais, funcionar sem licença. Engula que provavelmente alguém que também ganha pouquíssimo aceitou um suborno para que isso acontecesse.
Engula que a senhora deu "é" sorte por ser apenas essa casa entre todos os tantos lugares que deveriam estar fechados, que caiu na boca da mídia. Engula a mídia que vai atacar com todo o sensacionalismo possível em cima das famílias que estão procurando celulares em cima de corpos para reconhecer seus filhos.
Engula as operadoras que não funcionam e que provavelmente impediram uma série de vítimas a pedirem socorro. Engula que o socorro que chega para se enfiar em lugares como este, pegando fogo, cheio de corpos de jovens para serem resgatados, recebe um salário vergonhoso, com descontos ainda mais vergonhosos, e ainda assim executam um trabalho triste e digno antes de voltarem para a casa e agradecerem por seus próprios estarem dormindo.
Não, presidente. Não chore ao falar da tragédia. Faça! Faça alguma coisa. E pare de nos dar como exemplos uma série de catástrofes para tomar medidas idiotas que não valerão de nada alguns meses depois. Não se emocione. Acione!
Acione a todos os órgãos públicos, faça uma limpa em sua maldita corrupção e devolva à segurança pública, às instituições sérias, aos professores, aos bombeiros, aos enfermeiros, aos seguranças, aos jovens, o mínimo de dignidade.
Não faça um discurso. Mude o percurso. Mude tudo porque estamos cansados de ver nossos iguais pegando fogo, morrendo afogados, morrendo nas filas, morrendo no crack, morrendo, morrendo, morrendo, e tendo como última imagem aquela TV aos fundos anunciando o fim de mais uma bilionária obra de estádio de futebol.
Não, presidente. Desculpe, mas na minha frente, a senhora não pode chorar. Não pode chorar sua culpa. Não pode chorar sua inércia. Não pode chorar no Chile, mas também não pode chorar em Santa Maria.
Porque isso é muito maior do que só um acidente. Isso é muito maior do que só sua comoção. Engula o seu choro, presidente. O seu, o dos jovens que perceberam que não teriam mais o que fazer que não morrer, e em especial, o de seus amigos e familiares, que em um país como esse, não têm outra opção que não chorar. Engula o choro, presidente.”
MARCELLA MARTINS

Após ter lido a carta, senti que deveria passar isso adiante, e não só no Facebook, acho que é esse tipo de coisa que todos os brasileiros devem ler.
Tenho 18 anos, e não sou a pessoa mais politizada que você irá conhecer ou conversar, mas como eu disse, senti que deveria passar isso adiante e tentar mudar alguma coisa, mesmo sabendo como nosso país é.
E eu acho que a esperança de ter um país mais justo, honesto e em que a população possa ter orgulho de quem a representa, ainda existe, pelo menos em mim, e acredito que em muitas outras pessoas, claro que será algo alcançado com muito custo, mas eu ainda tenho esperança de que chegaremos lá se fizermos algo.
Por isso peço, por favor, que você poste isso em seu blog ou em qualquer outro meio de comunicação que for possível, para que esta carta não seja apenas mais um grito de dor e revolta, que é reprimido por um governo corrupto e que não liga para o seu povo.
Desde já, eu agradeço a todos, o meu muito obrigado!"
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Concordo com o núcleo. O cerne... E quem mais??

Caso venham a compartilhar, lembrem que isto não é uma "corrente de facebook", isso é pra ser gravado a ferro-e-fogo em nossas mentes e ser lembrado -junto com tanta coisa mais- segundo-a-segundo. Principalmente quando estiverem comemorando alguma vitória insalubre nos novos estádios da "copa", quando vierem as próximas eleições e mais uma vez, como gado, formos votar, quando então tantos seguirão a filosofia do "menos pior", pois se amortecem a consciência frente à obrigatoriedade do voto. E mesmo sabendo serem mentirosas as promessas de campanha, votam. E, ainda mais criminosamente, não fiscalizam, não cobram. Esquecendo -voluntariamente- que os que eleitos foram em nada mandam, pois são funcionários públicos e apenas isso. Que recebem um salário aviltante enquanto o resto de nós -em maioria esmagadora- só quer carnaval, novela e futebol.
E ainda dizem terem orgulho se serem brasileiros. Orgulho de que?


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O Admirável Mundo Novo: Fábula Científica ou Pesadelo Virtual?

O  cientificamente possível é eticamente viável? O Admirável Mundo Novo, escrito por Aldous Huxley em 1931 é uma “fábula” futurista relatando uma sociedade completamente organizada, sob um sistema científico de castas. Não haveria vontade livre, abolida pelo condicionamento; a servidão seria aceitável devido a doses regulares de felicidade química e ortodoxias e ideologias seriam ministradas em cursos durante o sono. Olhando o presente, podemos imaginar um futuro semelhante em termos de avanços tecnológicos. Será ele de excessiva falta de ordem, da ordem em excesso preconizada por Huxley  ou já vivenciamos o pesadelo virtual de Matrix, a fábula cinematográfica atual ?

link original:
Ano I - Nº 01 - Maio de 2001 - Bimensal - Maringá - PR - Brasil - ISSN 1519.6178


"Assim, por quê essa sociedade civilizada aje de tal forma na história de Admirável Mundo Novo?! E por quê, ao menos em tese, ela funciona tão bem, e todos lá são “felizes” (pelo menos a maioria)? As razões são bastante simples e extremamente sensatas (pelo menos em teoria). Vejamos:
  1. Não há relacionamentos (emocionais) duradouros de qualquer tipo. Não há envolvimento passional (homem x mulher, etc.), não existe o conceito de família, ou seja, não existem pais, mães, irmãos, e assim por diante. Dessa forma, não há possessividade entre os indivíduos. Ninguém tem motivos para sentir ciúme, nem inveja amorosa, nem razões para atitudes protetoras com outras pessoas. Em suma, ninguém se zanga nem briga por amor, ninguém sente a necessidade de impressionar ninguém. Todos tem envolvimentos sexuais passageiros e estimulam-se mutuamente a procurarem novos parceiros. Ninguém fica sem carinho, sexo, prazer.
  1. Não há mobilidade entre as castas e cada casta tem sua função específica na sociedade. A consequência, novamente, é não haver ambição, nem competitividade, nem ninguém tentando puxar o tapete de ninguém. Não há cobiça, pois cada um tem seu papel, e por não haver mobilidade social, ninguém fica se preocupando em subir degraus da sociedade. Os envolvimentos sexuais apenas se dão entre pessoas de castas próximas, ou seja, novamente ninguém tem a necessidade de impressionar ninguém. E o trabalho é feito, a sociedade funciona, e não há guerras, pois ninguém tem a ambição de mais poder, nem mais dinheiro, nem mais amantes.
  1. Não havendo razões para haver frustrações e com uma sociedade extremamente funcional e organizada, não há fundamento lógico ou emocional que justifique as guerras, nem os crimes. Todos tem suas funções, empregos, ninguém passa fome, nem dificuldades. Todos são felizes, pois enxergam essa realidade como a convenção social corrente, ou seja, o normal. Nada lhes falta."



sexta-feira, 16 de novembro de 2012

*E isso doi!*


Não que alguém se importe, curta, comente ou tome qualquer outra ação possível nestas redes sociais...

Apenas é uma forma "viável" de "desabafar com alguém". Hoje senti muita falta de alguém, principalmente porque quis compartilhar algo e esta pessoa não pode estar comigo. Vivendo o momento comigo. Eu entendo que tenha outros interesses, que encontre algo que julgue mais importante que eu, mas isto não deixa de magoar, de ferir, de certa forma.
Tenho consciência que não devo esperar mais do que a outra pessoa é capaz de dar, mas isso é muito phoda de fazer! Os humanos tendem a criar expectativa uns sobre os outros, alguns até mesmo chegam a exigir que o outro se adeque, se ajuste a estas expectativas. E gente há que até tenta -mesmo que pra isso precise anular uma parte de si- apenas pelo desejo de agradar. Mas jamais vi isto dar certo. Depois de certo tempo, os dois começam a deixar de serem humanos e se vão tornando em produtos, fábricos do desejo!!

E isso também fere, magoa. Às vezes até mais que não buscar fazê-lo.
É uma equação complexa e de difícil resolução -considerando que exista uma-, Buda tem sua razão quando diz que o melhor é o Caminho do Meio: nem tanto ao mar, nem tanto à terra. EQUILÍBRIO! Mas isto é algo difícil de alcançar e ainda mais de manter. Principalmente quando tantos fatores independem de nossa vontade.

Também sei não dever esperar demais, por não ter maiores vínculos com a pessoa: não somos namorados, sequer ela é apaixonada por mim (como eu sou). Mas me doi vê-la disparando em toda e qualquer direção, como se estivesse perdida, sem rumo, e também sem coragem de admitir isto pra si mesma.

Como diz Pitty "Te vejo errando e isso não é pecado, exceto quando faz outra pessoa chorar". E é por todas as lágrimas derramadas, por todas as ações impensadas, por todas as pequenas coisas que nos ferem a confiança, fazendo-a minguar, que às vezes até duvido que sejamos amigos. E mesmo isso também é esperar demais quando se nota que a pessoa -aparentemente- foge de exocríticas e autocríticas. Pois ficamos torcendo pela melhora, pela evolução, mas temos nosso acesso negado aos indicadores reais, factuais disto. Que somente poderiam ser mesurados através de francas conversas e atitudes inequívocas!

Não me eximo de responsabilidade na situação atual pelo extremo valor que dou a coesão e coerência dos detalhes, das atitudes. Palavras são bonitas, mas sem a firme e sólida base da ação efetiva, pouco representam. Tanto menos quando a pessoa é como sou: possuindo certa dificuldade de confiar de acreditar...

Pra mim, a confiança é algo que deve ser (re)conquistado a cada novo dia, e repensado a cada noite. A confiança não se pauta pela fé cega e inquestionável, mas pelo contínuo exercício do conhecer, do questionar e esclarecer. Creio que toda a qualquer dúvida mereça uma resposta expositiva (não importando quão idiota ou repetitiva, ou reincidente possa ser tal dúvida). Um grão d'areia parece ser nada, mas acumulando-se sob continuada pressão torna-se uma pedra, que pode fundir-se a outras e tornar-se uma rocha de proporções colossais!
É assim que vejo cada dúvida não sanada: como grãos que se vão ajuntando e virando em algo ainda maior e de difícil debelação!!!

E isso doi!
Ainda mais quando você reconhece que confiar não depende exclusivamente de si, mas também do comportamento do outro. Pois confiança que não encontra ambiente favorável, tende a definhar e morrer... E o que tomará seu lugar?

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Sequerência...

Gosto de acreditar que sou racional, sendo o mais lógico possível à uma criatura falível como EU: Humano.
Que consigo percerber os padrões ocultos em determidados eventos (como se eu fosse um Ozimandyas).
Mas isto não significa que os padrões que detecto me agradem, o que postarei abaixo é um destes padrões:

Atualmente, parace ser moda "virar homossexual". Como se isso fosse uma "tendência estético-comportamental".
Nesta nova "sociedade" o indivíduo não se descobriria (tomaria consciência) ser gay. O que noto é muitos 'assumirem-se "bissexuais" ou "homossexuais" para "ficar na moda", para buscar construir algum tipo de identidade de grupo!
Ta parecendo mesmo que -hoje em dia- pra se ser "legal", "descolado" e "moderno" é preciso ser homossexual, ou bissexual. Ou como está ficando no glossário 'politicamente correto': "sexo-diverso".
E isso é escroto pra caralho! Eu me sinto muito ofendido com esse povo que age como se ser 'homossexual' e ser 'gay' fosse a mesma coisa!

Ser gay tem muito mais implicações político-ideológicas que ser homossexual, mas o que vejo é um bando de gente sem-noção falando merda e fazendo apologia à coisas que sequer compreendem!

Vejam bem: sou homossexual, sim. Nunca tive problemas com isso (normalmente são os outros que tem problemas com minha sexualidade...), sou 'gay' até certo ponto - no tocante a certos padrões de comportamento, entonação vocal, na certeza que minha sexualidade é tão válida quanto qualquer outra por não oferecer quaisquer riscos reais à integridade física, psicológica e/ou moral de outrém.

Diferenças entre Gay e Homossexual

Mas realmente não sou "bichinha" (para classificar pessoas que usam sua homossexualidade, ou seu 'gayismo' para agredir, dissociar outras pessoas); embora eu falhe e por vezes emita opiniões un tanto preconceituosas [este post provavelmente será tomado por alguns como manifestação de preconceito]; e nem acho legal essa apologia que andam fazendo de "você precisa experimentar pra saber se é ou não".

Gente! Ou se sente real interesse sexo-afetivo por alguém do mesmo sexo ou não.
Mas pra ser "moderninho"? Que mentalidade vazia é essa??!
Pra que? Fala sério!!!!!!!

Quando eu tenho namorado -o que anda um tanto raro na minha vida ultimamente- eu demonstro todo meu carinho: me beijo na rua sim! (se ele permitir, já que não posso obrigar alguém a nada), mas não faço isso pra ser "rebelde", pra "chocar a sociedade".
Faço porque é MEU DIREITO, porque demonstração de afeto NÃO É CRIME. Porque se demonstrar afeto por outra pessoa fosse crime, héteros também não deveriam se beijar em público. E um homem não poderia bater foto com seu irmão, ou aquele amigo que às vezes parece mais seu irmão que o irmão-de-sangue.
Se as pessoas não puderem demonstrar seu afeto pelas outras, que bosta de mundo seria esse??

Quer se beijar na rua? Faça!
Mas pelos motivos certos, porque é seu direito. Não pra "forçar a aceitação". Isso já é idiotice cega e fanática.


Mesmo porque, quanto mais se bate em alguém, mais essa pessoa resistirá! Não se pode simplesmente impor que "de agora em diante" todos considerem a homossexualidade comum, corriqueira.
Embora muita documentação - tanto antiga quanto moderna - indique que isto sempre ocorreu nas sociedades com maior ou menor grau de aceitação, você somente "ganhará" uma pessoa à causa gay {que nada tem a ver com homossexualidade} fazendo-a questionar a tudo e a si própria.
Questionar onde realmente mora a problemática de um casal composto por pessoas do mesmo gênero sexual possam contrair matrimônio no civil.
Se são cidadões em todas as outras instâncias da existência sócio-política



Porque não podem usufruir dos outros direitos civis e/ou penais?

O mesmo pode ser observado da (auto)exploração que muitos adolescentes atualmente tem feito de sua própria imagem em redes sociais, publicando imagens que as apresentam mais como objeto que indivíduo:

Considero curioso pessoas que podem ter discursos contra e "coisificação da mulher"; mas postam auto-retratos que os coisificam. É como se falatasse coerência entre discurso e atitude.

E se o padrão for realmente este, isto é muito mal - péssimo em verdade! Pois padrões sócio-culturo-comportamentais espalham-se de forma exponencial, se não houver um contra-peso, algo que se possa usar como referência, o que nos aguarda daqui a algumas poucas décadas???


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

*"deus lhe ama de uma forma inimaginável"*


Bom dia!
(ao menos creio/espero que seja um bom dia...)

O título desta postagem foi a última frase dita por um teísta amigo meu (quando não estamos quase nos matando por nossas diferenças de visão de mundo, sim somos até bons amigos); que nem é tãããããããão teísta assim (um cara que bebe e fuma, não é exatamente a imagem de devoto que somos ensinados a compor em nossas mentes, não é mesmo? Mas deixando os detalhes de lado.

Falávamos sobre o "amor infinito de deus" e ele citava Irmã Dulce, Madre Tereza de Calcutá, e uma série de outras pessoas que agora não recordo-lhes os nomes; sempre frisando que estas pessoas eram a manifestação do amor de deus na terra.
Eu falava que só conseguia ver a boa e velha capacidade do Ser Humano em praticar o bem quando assim o deseja fazer. Que discordava que ele devesse creditar tudo a deus. Ele, claro, insistia.

Então propus o seguinte:
Eu--Deus é a origem de tudo que existe?
Ele--Sim, é ele.
Eu--Então Deus criou o Mal que assola o mundo.
Ele--Não!!! Quem criou o mal foi Satan quando se rebelou contra Deus.
EU--Ok.OK! MAS Deus criou Sammael e, sendo Oniciente, Onipotente e Onipresente; já sabia de ante -mão o que aconteceria. Na verdade ele criou-o, Sammael, para que ele se rebelasse!! É tudo obra de Deus, então o Mal também é de Deus. Mas não vejo ninguém dizendo "obrigado Deus por este atropelamento que sofri e me deixou aleijado pelo resto de meus dias". Na verdade vejo o OPOSTO!!!
Ele--Não. Tás entendendo errado. Deus faz essas coisas pra testar a fé das pessoas nele.
Eu--Ah-há!!!!!!! "Deus faz", tu disseste!! "Deus faz"! Viu??!! Ele É a causa de todo o mal que existe, então Satan é uma pobre vítima do sistema!
Ele--Pronto, já vai começar...

Nessa hora ele já tava se aborrecendo... Mas nesta noite em que isso ocorreu, eu não tinha interesse de brigar com ele, então larguei de mão.
Mas esta coisa do "amor inimaginável de  deus" por mim, ficou me incomodando, os dias seguiram, vi jornais, noticiários, o Bolsonário...
Bem, aí me ocorreram os seguintes questionamentos:


Se ele me ama assim, de um jeito inimaginável, porque tem tanta gente dizendo que ele vai me mandar pro inferno porque sou gay?
Porque se ele me ama, ele deve querer que eu seja feliz com minhas escolhas, com meu livre-arbítrio. Então, se ele me condena (como a maioria dos cristãos costuma dizer) porque eu ESCOLHI algo (e olha que tem coisas que nem são 'escolhas'), que ele desaprova, e por isso queimarei na danação eterna, ele realmente me ama e me quer feliz incondicionalmente??
Ou ele é fascista e, portanto, ele só me permitiria ser feliz com aquilo que ele manda??!
E se for apenas pelo que ele manda (obriga mediante coerção); pra que nos deu a capacidade de escolha? Pra ter uma desculpa pra nos castigar depois??
Mas será que apenas as consequências naturalmente advindas duma escolha mal feita já não são castigo suficiente?!?
Ele precisa mesmo ficar me torturando pela eternidade???!

Parando pra pensar nisso tudo, fica difícil crer no"amor inimaginável de deus".




*frankj costa*

sábado, 1 de setembro de 2012

Façam feio nas Eleições 2012(!)


Bem, o que vou colocar aqui poderá ofender alguns, fazer rir a outros e ser absolutamente insignificante e indiferente a outro tanto, mas vamos lá!


Hoje, randomicamente, eu escrevia palavras-chave no youtube, buscando algum vídeo interessante pra assistir ou memso downloadear... Lembrei de um filme chamado "Dias" e tentei encontrá-lo; bem não o achei, mas encontrei outro vídeo; destes enfadonhos e pestilentos vídeos que ocorrem em período eleitoreiro. O assisti porque era curtinho; de um candidato local (que não interessa a ninguém pois seria promoção indireta de tal candidato) e, ao longo do discurso ouvi a seguinte frase:
"...elejer (fulano) para câmara de vereadores, para fazer diferente (...) para dar opção (...)"

Antes de continuar, quero esclarecer que os (...) suprimem partes não-essenciais para o que quero falar; são trechos que - transcritos - fariam apologia ao partido do concorrente ao pleito, e isto seria fazer propaganda (e o pior, de graça!!!); poderiam reconhecer a legenda e candidato e isto não é interessante pro exercício que proporei.

O trecho acima contido entre ""; demonstra uma coisa que considero desconfortavelmente engraçada: todo candidato diz que -se eleito - fará a diferença; e o povo (em sua eterna síndrome de gado) acredita. Bem, estimadas formas humanóides auto-censcientes baseadas em carbono, isto (o candidato que fará a diferença) NÃO EXISTE!!!

Afirmo isso por uma questão muito simples que pode ser melhor explanada após a leitura do seguinte link:

Para os "witch hunters", que consideram a Veja uma manifestação de forças entrópicas contrárias à Ordem Natural do Universo (o que é uma bobagem que qualquer físico quântico poderá elucidar eficientemente), disponibilizo um link mais "neutro" e abrangente:

Ainda podem acessar este documento em meu servidor online:

Mas, abaixo, tentarei dar um resumo:
A Câmara Municipal é o Poder Legislativo da cidade. É o órgão público onde atuam os vereadores eleitos pelo povo, que têm como funções principais:
a) elaborar as leis;
b) fiscalizar os trabalhos do Poder Executivo (as ações do prefeito frente à administração do município) e sugerir ações e melhorias para a cidade.
A estruturação dos trabalhos na Câmara e o número de vereadores para cada município são previstos pela Constituição Federal e pela Lei Orgânica do Município – uma espécie de "Constituição Municipal". A cada eleição, o(a) vereador(a) cumpre um mandato de quatro anos.
Além das atividades legislativas oficiais, a Câmara exerce (ou deveria exercer) o papel de caixa de ressonância dos problemas da população.



Tendo isto em mente, volto ao início: o "candidato que fará a diferença" NÃO EXISTE!!!
Porquê??, você criança cética e esperançosa, me perguntará. Bem é este o raciocínio resposta:

O "candidato-salvador" consegue convencer gado suficiente para ser eleito, assume o mandato. Lindo!!! Mas e aí???

Ok. ele apresentará projetos de leis, proporá mudanças benéficas para a população; enfim fará seu trabalho como ele DEVE ser feito!! Magavilha!!
MAS... ELE NÃO ESTÁ SÓ!!!(pasmem.!.) para aprovar suas ideias e torná-las em lei ele precisa dos outros seus co-associados na câmara.
Ah... A sabedoria do Dito Popular que declara: "andorinha só não faz verão"...

Obviamente - considerando que a forma de fazer-se política no Brasil é nos moldes da "politicagem do toma-lá-dá-cá"; nosso intrépido salvador encontra-se forçado pelas ciscunstâncias a fazer 'concessões', 'acordos' e outras atitudes um tanto "questionáveis" para conseguir apoio para seus projetos e aprová-los, afinal "É PARA O BEM DO POVO QUE FAÇO ISSO!"

Estimados leitores, espero - sincera e profundamente, que ninguém resolva optar por ofender-se com minha postagem.
Mas caso alguém opte por tal caminho, somente posso lamentar por este indivíduo. Pois a mim, agradar-vos ou não é insignificante!

Agradeço a visita e os comentários (se houver...)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

RELIGIÕES E INTOLERÂNCIA: o texto antológico de Drauzio Varella


Intolerância religiosa

por DRAUZIO VARELLA

Publicado originalmente na Folha de S.Paulo em 21.04.2012

SOU ATEU e mereço o mesmo respeito que tenho pelos religiosos.

A humanidade inteira segue uma religião ou crê em algum ser ou fenômeno transcendental que dê sentido à existência. Os que não sentem necessidade de teorias para explicar a que viemos e para onde iremos são tão poucos que parecem extraterrestres.
Dono de um cérebro com capacidade de processamento de dados incomparável na escala animal, ao que tudo indica só o homem faz conjecturas sobre o destino depois da morte. A possibilidade de que a última batida do coração decrete o fim do espetáculo é aterradora. Do medo e do inconformismo gerado por ela, nasce a tendência a acreditar que somos eternos, caso único entre os seres vivos.
Todos os povos que deixaram registros manifestaram a crença de que sobreviveriam à decomposição de seus corpos. Para atender esse desejo, o imaginário humano criou uma infinidade de deuses e paraísos celestiais. Jamais faltaram, entretanto, mulheres e homens avessos a interferências mágicas em assuntos terrenos. Perseguidos e assassinados no passado, para eles a vida eterna não faz sentido.
Não se trata de opção ideológica: o ateu não acredita simplesmente porque não consegue. O mesmo mecanismo intelectual que leva alguém a crer leva outro a desacreditar.
Os religiosos que têm dificuldade para entender como alguém pode discordar de sua cosmovisão devem pensar que eles também são ateus quando confrontados com crenças alheias.
Que sentido tem para um protestante a reverência que o hindu faz diante da estátua de uma vaca dourada? Ou a oração do muçulmano voltado para Meca? Ou o espírita que afirma ser a reencarnação de Alexandre, o Grande? Para hindus, muçulmanos e espíritas esse cristão não seria ateu?
Na realidade, a religião do próximo não passa de um amontoado de falsidades e superstições. Não é o que pensa o evangélico na encruzilhada quando vê as velas e o galo preto? Ou o judeu quando encontra um católico ajoelhado aos pés da virgem imaculada que teria dado à luz ao filho do Senhor? Ou o politeísta ao ouvir que não há milhares, mas um único Deus?
Quantas tragédias foram desencadeadas pela intolerância dos que não admitem princípios religiosos diferentes dos seus? Quantos acusados de hereges ou infiéis perderam a vida?
O ateu desperta a ira dos fanáticos, porque aceitá-lo como ser pensante obriga-os a questionar suas próprias convicções. Não é outra a razão que os fez apropriar-se indevidamente das melhores qualidades humanas e atribuir as demais às tentações do Diabo. Generosidade, solidariedade, compaixão e amor ao próximo constituem reserva de mercado dos tementes a Deus, embora em nome Dele sejam cometidas as piores atrocidades.
Os pastores milagreiros da TV que tomam dinheiro dos pobres são tolerados porque o fazem em nome de Cristo. O menino que explode com a bomba no supermercado desperta admiração entre seus pares porque obedeceria aos desígnios do Profeta. Fossem ateus, seriam considerados mensageiros de Satanás.
Ajudamos um estranho caído na rua, damos gorjetas em restaurantes aos quais nunca voltaremos e fazemos doações para crianças desconhecidas, não para agradar a Deus, mas porque cooperação mútua e altruísmo recíproco fazem parte do repertório comportamental não apenas do homem, mas de gorilas, hienas, leoas, formigas e muitos outros, como demonstraram os etologistas.
O fervor religioso é uma arma assustadora, sempre disposta a disparar contra os que pensam de modo diverso. Em vez de unir, ele divide a sociedade - quando não semeia o ódio que leva às perseguições e aos massacres.
Para o crente, os ateus são desprezíveis, desprovidos de princípios morais, materialistas, incapazes de um gesto de compaixão, preconceito que explica por que tantos fingem crer no que julgam absurdo.
Fui educado para respeitar as crenças de todos, por mais bizarras que a mim pareçam. Se a religião ajuda uma pessoa a enfrentar suas contradições existenciais, seja bem-vinda, desde que não a torne intolerante, autoritária ou violenta.
Quanto aos religiosos, leitor, não os considero iluminados nem crédulos, superiores ou inferiores, os anos me ensinaram a julgar os homens por suas ações, não pelas convicções que apregoam.


*frankj costa*